24 de jan de 2011

Adorável Joe - parte 3 (final)

- Você falou com o peso de porta? – disse Carl, rindo sem parar.
- Foi a pior noite da minha vida. Não preguei o olho nem por um segundo ontem...
- É cara, você tá mal hein?!
- Será que eu vou ver ela de novo?
Esperava que sim. Precisava de mais uma dose daquela droga.- Ela vai tá lá hoje, cara. Relaxa!
Exatamente. Nenhuma mulher resistia aos encantos de Joe. Ela voltaria lá às seis e meia. E então eles passariam a noite em seu apartamento.- Vou almoçar. Tchau Carl.
Ele almoçara pensando nela. Lera o jornal, vira televisão, caminhara, tomara café, fora até o parque pensando nela. Tudo que fazia lembrava aquele sorriso.
Finalmente eram seis e vinte e oito. Atravessou a rua devagar e foi caminhando em direção a loja.
Seis e meia. O comercial fora transmitido. E ela não estava lá.
Joe havia falhado.
- Ela pode ter sofrido um acidente, pode ter morrido, pode ter amnésia...
- Me sinto muito melhor agora Carl...
Havia algo dentro de Joe que o fazia acreditar em um reencontro.- Quero um café médio. Bem forte, por favor.
Era um homem. Alto, magro. Malhado.
O tipo de cara por quem as mulheres morreriam.
Pela primeira vez na vida, olhando para aquele homem debruçado no balcão, Joe pensou em sua aparência.
Talvez ele não fosse belo o suficiente para ela...
- Amor, você vai querer café também? – disse o cara, voltando-se para trás.
- Café? Não, obrigada querido.
Nos exatos dez segundos em que Joe ouviu o homem debruçado no balcão e virou-se para observar quem era sua companheira, naqueles exatos dez segundos Joe ainda era feliz.- Café me deixa um pouco alegre... Não quero ficar alegre hoje, estou chateada. – disse ela fazendo expressão de chateada, e logo em seguida, abrindo um sorriso.
O sorriso da garota com quem Joe compartilhara os melhores minutos de sua vida. Desta vez, não era alucinação. Era mesmo ela.
- Você por aqui... –disse o nosso garoto, com as bochechas rosadas de vergonha.
- Como?! – perguntou ela, sem entender.
Já havia esquecido.- Nada. Desculpe, confundi você com outra pessoa...
- Tudo bem, sem problemas.
Joe estava triste. Triste e zangado.
Mas quando a bela garota sorriu, tudo parecia ter sido perdoado instantaneamente.
- Dominique, vamos embora...- disse o homem que a acompanhava.
Joe não podia parar de olhá-la. Seus olhos apertavam-se, e brilhavam. Como os olhos de uma pequena criança que observa um brinquedo novo na loja.
Ela percebera isso.
- Tchau... – disse ela sorrindo.
Até mais, pensou Joe.- O amor é um sentimento utópico. Quando uma mulher conhece um homem, ela espera que ele pense nela antes de dormir e ao acordar ligue só para lhe dar bom dia.
Quando um homem conhece uma mulher, ele espera que tudo aquilo que está vendo não seja um truque feminino para disfarçar as gorduras.
Quando eu conheço uma mulher, eu espero simplesmente que ela seja a Dominique.
Naquele momento Joe aprendeu duas coisas; a primeira: não podia esquecer o sorriso de Dominique; a segunda: estava perdidamente apaixonado por ela.
Eles não voltaram a se encontrar. Ela não lembrou dele nem por um dia de sua vida.
Ele continuou a assistir o mesmo comercial na loja.
Joe sabia que nunca conseguiria esquecê-la. Mas ele nunca deixou de tentar...
- Você está vendo aquela vendedora ruiva?
- Ela adora assistir esse comercial. Deve ser uma grande fã de Friends... – disse a garota sem graça que lhe fazia companhia.
Mas ela não sorriu.
                                                                                  
fim

3 comentários:

  1. Oi, gostei muito do seu blog
    Estou te seguindo, e espero que vc goste e siga do meu tbm
    http://papodez1.blogspot.com
    Espero que goste das críticas que escrevo

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  2. adorei ja estou seguindoo.^^

    abraçoo..

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  3. Obrigada DJ Maçã's por seguir..
    vi o teu blog, comentei até e segui ;)

    Brigada Lisa! *-*

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