30 de dez de 2010

não se preocupe






e se meu mundo desabar de repente,
vou lhe confessar,
tenho super bonder na bolsa.

e de sorrir,

não sorria sempre:
o sorriso falso engana,
machuca,
afeta.
a seriedade às vezes ressalva
os bons momentos da vida;

da alma.

dos sonhos é que tenho mais medo,
trazem a calmaria e o sorriso,
mas desvanecem a alma ao acordar.
nas grandes tempestades noturnas,
a felicidade surge na vida;

eu espero

que haja verdade em todas as acusações,
e simplicidade em toda a felicidade,
que haja cumplicidade e calmaria por todo o tempo.
E que haja amor em tudo isso,
e até mesmo nos maiores defeitos do mundo.

relógios;

espero que haja algo realmente grandioso
que faça o seu mundo parar de vez,
como o meu.

29 de dez de 2010

simples,


o pouco unido
pode ser muito,
e de repente se tornar o tudo.

a vida

A vida é a mesma, o tempo todo,
o que diferencia é o ângulo
do qual olhamos.

real.

Não que eu não tenha sonhado,
é só que, de repente,
me deu uma vontade de viver na realidade...

o nada é tudo,


Nem todas as coisas que almejei se concretizaram,
Nem todos os sonhos que acalentaram minhas noites foram sussurrados por aí.
Nem todos os sentimentos que assolaram minha alma foram revelados,
Nem tudo que eu quis dizer eu disse,
Nem tudo que quis fazer eu fiz.
Mas sonhei, senti, disse e fiz o suficiente para ser muito feliz durante esse tempo todo.
E isso é o suficiente, 
por enquanto.

ANO NOVO!

Coisas que nós, mulheres,PROMETEMOS  e nunca fazemos no ano novo:
1. Emagrecer para caber naquele tubinho preto LINDO da loja *-*
2. Emagrecer para caber naquela calça jeans que não fecha mais
3. Emagrecer para caber no biquini lindo
4. Emagrecer para caber em qualquer roupa comprada desde os 13 anos
5. Não comer tanto chocolate
6. Não beber refrigerante pq dá celulite, e vc já está cheia de celulite#FAIL

26 de dez de 2010

um resumo da vida,

É engraçado como você me encara à noite. A forma como se refere às pessoas. Como se direciona aos assuntos, como sabe ferir.
É engraçado o seu poder de destruição. Sua sede de briga, seu comportamento.
É engraçado como de repente todas as suas palavras me afetaram.
É engraçada a esperança que bate dentro do meu peito, ainda. Esperando mudanças, esperando melhoras que não virão.
Eu sei que você vai sair de novo, e quando voltar, estará diferente.
E eu seguro entre as mãos frias um terço, e carrego na alma o peso de um final trágico, o qual assisto de perto todos os dias. Minuto a minuto, esperando que a página seguinte seja a última. E que o livro finalmente acabe.

ruídos,

Ele esbravejava palavras crueis ao vento. Movia arduamente os braços, em gestos de acusação e intimidação.
E eu ouviria os ecos da situação mesmo de muito longe. Estavam dentro de mim. Dentro da minha alma, da minha vida. Eram parte de mim.
Aqueles olhos secos, de dificil interpretação, ainda pareciam olhar em minha direção. E todas as coisas que dissera, eu ainda as podia ouvir.
Então ele acordava diferente. Todos os dias. Transformava-se a cada segundo em alguém diferente, incompreensível.
Sem desculpas, sem murmúrios, sem ódio. De repente era tudo paz, tudo amor.
Mais alguns copos vinham, e os gritos voltavam. Aquele ser irreconhecível voltava.
Era como viver em deja vu.
É como conviver com um estranho, todos os dias de minha vida.

21 de dez de 2010

Das pétalas de sangue,

 Foi tocando as grades enferrujadas devagar. Sentindo o cheiro da tinta já gasta, das flores já murchas, da chuva que molhara a terra. Deslizava os dedos devagar pelas barras de ferro. Fazia movimento sutis e até piedosos em frente a casa.
Então, deixou a mão cair devagar sobre suas pernas. Levantou os olhos para o jardim que um dia estivera coberto de rosas vermelhas, e começou a caminhar. Os olhos dançavam um cântico enegrecido da dor, enquanto conidavam a saudade e o desespero para juntar-se a eles.
Os lábios trepidavam, mordendo-se pelos cantos, quase que imperceptivelmente.
Segurou a corda bem firme. Com gestos leves, foi envolvendo-a em seu pescoço, como quem veste o mais lindo vestido da mais nobre seda pela primeira vez.
No fim do jardim, um par de olhos desesperados a observava. Não movia um músculo sequer, embora sua vontade fosse arrancá-la de lá. Ele sabia que não havia mais nenhuma saída. Ela decidira assim. E assim seria.
Subiu no banquinho usado pelas empregadas, para retirar as maçãs mais do topo. Então olhou para o céu, e para o homem honroso que a observava, e sorriu, como quem consentia uma grande escolha.
Ergueu-se na ponta dos pés, e com um deles, derrubou o banquinho.
Os olhos desesperados agora sofriam. Fitou-a mais um tempo, antes de ir embora. Em alguns passos adiante, voltou-se novamente para a dama, e percebeu que ela sorria. Um lindo sorriso, afinal. Um sorriso eterno- pensara.

18 de dez de 2010

sinceramente, eu odeio você

Então você ficou de costas. Eu esperava que viesse até mim mais rápido. Que me dissesse o quanto sentia por ter me magoado. Infelizmente, eu não era a garota dos seus olhos, e você não era o mocinho do filme.
Então agora que tudo está mais claro. Eu gostaria de dizer a você que sinceramente, eu odeio a forma como seus olhos voltam-se em minha direção. E odeio quando você me deixa esperando sem resposta. Odeio o jeito como você me trata, e os elogios que não me faz.
De qualquer forma, e sinceramente, eu odeio você. Mas, ainda, odeio mais a mim. Pelo simples fato de ter levado muito tempo pra perceber o quanto eu te odiava.,

13 de dez de 2010

Meu, para você

Você vem ecoando por entre as barreiras do meu som
Vem movendo meus ponteiros tão rapidamente, que ja nem sei se é dia ou noite
Aparece sorrindo como só você sabe
E então, finge não saber de nada
Finge não saber que é a melhor parte de mim
Que é você, amor
quem segura o meu eu
Que é você, amor 
quem me faz ser eu.

Títulos

Nunca fui boa em titular textos. Na verdade, nunca fui boa em resumir. Sempre levo horas escrevendo, dizendo, explicando.
Talvez - pensei- tenha mesmo medo de esquecer de dizer. De esquecer de pensar. Simplesmente medo.

morrendo

Duas gotas escorreram pelo rosto pálido da dama. Um piscar de olhos acentuou a melancolia da situação. Abaixou-se devagar, encostada nas grandes pedras que formavam a velha igreja da cidade. Deixou o salto escorregar entre o limo do chão, e o vestido branco misturar-se com a terra vermelha.
Sentia um formigamento no peito, uma dor na alma. Dor de amor - diziam.
Fora assim que a vi triste pela primeira vez. Entre as paredes velhas e sujas de Sto Agostin.
Fora assim que eu me apaixonara por minha melhor amiga.
 Um par de doces olhos azuis me fitavam com ardor. Pude sentir o coração acelerando, a cada passo que dava em sua direção. As pernas perdiam as forças devagar. Nada parecia responder aos meus comandos.
Então ela sorriu, e me convidou para sentar.
Ficamos ali o dia todo. Parados. Olhando para as montanhas ao longe. Sonhando com a paz. Tentando apagar um amor que nascia. Um amor que morria dentro de mim, levado por cada gota d'água que tocava meu rosto.

8 de dez de 2010

algumas pessoas

Algumas pessoas vão passar em sua vida tão rapidamente, que nem lembrarás do nome no dia seguinte.
Algumas pessoas vão permanecer o tempo todo nela. Outras terão idas e vindas.
Algumas pessoas vão te fazer feliz. Mas todas vão magoar você. Todas vão questionar. Todas vão discordar em algum momento.
Algumas pessoas vão tentar mudar você. Outras vão aceitá-lo rapidamente.
Algumas pessoas não vão lembrar de você. E você, certamente, não vai lembrar de algumas pessoas.
O importante, é aproveitar todas as pessoas, agora. Porque, nunca sabemos se essas pessoas serão 'algumas pra sempre' ou 'algumas para hoje'.

a vida é um livro de auto-ajuda

O dom de viver e saber o que faz. Poucos o possuem. A esses, a maioria denomina por 'doidos'.

majestosa

Majestosa: a forma como você apareceu na minha vida. E ainda mais, a forma como saiu dela.

partir

Segurou a minha mão firme. Engoliu o choro. Fechou os olhos e sentiu a brisa de leve.
Então pensou em mim e em si mesmo. Abriu os olhos e sorriu. Um sorriso carregado de dor, saudade e amargura.
Ergueu-se devagar, e ainda segurando minha mão, secou uma lágrima que corria por seu rosto. Baixou os olhos e disse em lamúria que aquele era o seu adeus.
Ambos sabíamos disso. E sofríamos.
Deixou a palma da mão escorregar envolvendo meus dedos. Me olhou nos olhos. E foi embora.
Se afastando lentamente. Diminuindo a cada passo meus batimentos cardíacos. Como se fosse morrendo lentamente. E então, sumiu entre as árvores floridas da rua. Via-se pouco de seus cabelos por entre o rosado das flores. Os passos arrastados vibravam em mim. E eu me sentia cada vez mais fraca. Cada vez mais morta.
Esperando por um olhar ao longe. Por uma volta inesperada. Embora eu soubesse que nada disso aconteceria.
Embora eu já soubesse que a vida não imita os filmes de romance, que assistíamos juntos, enquanto o tempo suportava nosso amor. E segurava nossas lágrimas.

Eu e eu

Me relaciono muito bem comigo mesma. É engraçado. Debato, exponho, explico para mim mesma.
Sonho, canto, sorrio. Pensando em mim, para mim.
É como se vivesse em uma bolha que me separasse de toda essa negatividade fútil do mundo.
Vivo comigo. Para mim.
Amo outras pessoas. Mas, confesso, nada melhor do que uma boa conversa em pensamento. Sempre quando fala, ouço. Minhas brigas são sadias e me fazem bem. Eu me resolvo tão bem comigo mesma..

Sem nós

Tenho acreditado que haveria um dia em que você olharia para trás e diria: ''sempre amei você''.
Tenho acreditado que uma história começaria, que uma linda história começaria.
Tenho acreditado em você todo esse tempo. Mas hoje, ao abrir os olhos, percebi que não era preciso a minha fé. Mas a sua.
Não era por ausência minha. Nem falta de amor. Nem falta de assunto. Nem falta de tempo.
Era falta de coragem. Falta de vontade.
E então, só hoje quando abri meus olhos, pude sentir novamente um coração palpitando no peito. E pude sentir o aroma das suas torradas. E elas me nausearam. Você sorriu e isso me causou um grande desconforto.
Percebi, que ao fechar a porta, eu voltara a viver. Eu voltara a ser feliz.

oposição?

Era apenas uma folha desenhada, diziam as más línguas. Mas para ela, era como um retrato de alguém muito querido. Valioso, repleto de recordações. Muitas não passavam de remotas lembranças de expectativas suas. Na maioria delas, via-se apenas olhos curiosos procurando abrigo.
Nenhum toque, nenhuma palavra. Eram confidentes na esperança.
Mas estas, eram opostas...

5 de dez de 2010

leãozinho;


"Para desentristecer, leãozinho,
o meu coração tão só,
basta eu encontrar você no caminho.."
(caetano veloso)

.

Ontem mesmo saboreei o melhor prato da casa: a felicidade assada, salpicada de sorrisos e cumplicidade. 
Recomendo o cheff: AMIZADE. :D

2 de dez de 2010

secretamente

Ela só queria amar. Ele só queria novas sensações.
Fora assim que tudo começara. Procura; diversão.
Ninguém jamais imaginara-os juntos. Nem mesmo eles.
Talvez nos sonhos dela, e nos desejos dele. Onde ninguém pudesse vê-los.
Viveram um amor secreto. Até mesmo para ambos.

Toque, amor e pecado;

Ela abriu os olhos. Ele estava lá, sentado sobre a cama, calçando os sapatos pretos de couro.
Então sentiu-se uma paz. Um conforto, uma sensação de necessidade, uma idéia afetuosa. Os olhos encontraram-se entre a gravata e o escovar de dentes. Ele sorriu. Ela tentou sorrir, porém a espuma branca do creme dental tornara a visão engraçada.
Caíram na gargalhada.
Uma sensação de bem-estar. Algo que ela nunca havia sentido antes.
Estava tudo pronto. O apartamento ficara sozinho, enquanto cada um seguia o seu caminho. Sabiam que nunca mais voltariam a ver-se. Fora uma noite maravilhosa, afinal.
Vinte e quatro anos, ensino superior completo, formada em artes cênicas. Nenhum animal de estimação, incluindo os homens. Laine. Laine Stipson. A mais jovem garota de programa do bairro.
Era desprovida de curvas, olhos azuis ou cabelos loiros. Porém, possuía um encanto indescritível. Uma sede de amor nos olhos, uma confiança e uma fragilidade tamanha.
Carlos era um empresário importante. Estava noivo de Alice. Era o tipo de homem perfeito. Jamais pensara em trair a mulher. Nunca havia nem ficado depois do expediente, para tomar algo no barzinho da esquina.
Naquele dia, porém, resolvera fazer uma surpresa para a noiva, e levar-lhe rosas brancas –as prediletas da dama.
A floricultura ficava perto do escritório, no caminho de casa.
Mas haviam outras flores que encantaram Carlos. Mais precisamente a garota debruçada sobre o balcão. Segurava um lírio na mão esquerda. Sua flor predileta. A única que Alice detestava. A única que Carlos realmente apreciava.
Não fora pelos lírios que o jovem empresário se interessara. A moça tinha olhos que o faziam arder por dentro. Uma sensação nova, que balançava sua vida monótona.
Laine virou-se devagar, e inesperadamente, cumprimentou-o com um sorriso doce. Não pensara nem duas vezes. O coração disparara no peito.
Ela foi seguindo seu caminho; ele ficou a acompanhá-la com os olhos. E quando estes já não eram suficientes para observá-la, sentiu os pés movendo-se em sua direção.
Fora a primeira vez que abordara uma garota de programa. Fora a primeira vez que não voltara para casa depois do trabalho.
O dia surgiu e Laine precisava seguir sua vida. Haviam outros a esperando. Carlos sabia que precisava voltar para casa. Mas nenhum dos dois queria. No fundo, ambos sabiam que poderiam ficar ali por toda a vida, apenas olhando-se nos olhos. Apenas sentindo um ao outro.
Mas uma garota de programa jamais se apaixona verdadeiramente. E um bom moço, nunca abandona a noiva no altar.
Foram escolhas. Apenas escolhas...

1 de dez de 2010

imagine,

Imagine que o mundo é seu,
Que seus pés podem tocar o chão e alcançar o céu,
Imagine que a vida é eterna
e que a felicidade perdura constantemente
Imagine o sorriso
e sorrirá;

Blogroll